quarta-feira, 4 de julho de 2012

Financiamento imobiliário condicionado a compra de produtos é ilegal, diz Ibedec


04 de julho de 2012 • 11h30
Por: Agência Brasil

SÃO PAULO – Clientes bancários que buscam financiamento habitacional devem registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia se o gerente da instituição condicionar a assinatura do contrato à compra de produtos financeiros. A orientação é do presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), Geraldo Tardin.

Segundo ele, o mutuário deve pedir ao gerente que coloque no papel os produtos que está oferecendo, assim como o condicionamento da assinatura do contrato a outros serviços. “Ele deverá ir à delegacia de polícia e fazer um boletim de ocorrência reclamando de extorsão, mesmo que o gerente não faça o documento. A prática de venda casada é crime e contraria o Código de Defesa do Consumidor”, disse à Agência Brasil.


Segundo ele, o mutuário deve pedir ao gerente que coloque no papel os produtos que está oferecendo, assim como o condicionamento da assinatura do contrato a outros serviços. “Ele deverá ir à delegacia de polícia e fazer um boletim de ocorrência reclamando de extorsão, mesmo que o gerente não faça o documento. A prática de venda casada é crime e contraria o Código de Defesa do Consumidor”, disse à Agência Brasil.

Geraldo Tardin ressaltou que essa é uma prática comum e abusiva. Ele citou o exemplo de um casal com renda familiar de aproximadamente R$ 3 mil que foi comprar uma residência de R$ 73 mil por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida. “Com o subsídio do governo, a casa foi para R$ 62 mil, algo assim. Na hora [de fechar o contrato], o gerente do banco queria vender um seguro de vida de R$ 1,2 mil. Como uma pessoa que ganha R$ 3 mil pode comprar um seguro de R$ 1,2 mil?”, indagou.

De acordo com o presidente do Ibedec, o casal recusou a proposta, mas só conseguir fechar o contrato porque o corretor que intermediava a negociação conhecia o funcionário do banco. “Mesmo assim, o corretor teve que comprar um título de capitalização de R$ 25 em nome da mulher para que o contrato fosse assinado”, disse.

Segundo Geraldo Tardin, esse tipo de prática abusiva também vem ocorrendo com o financiamento de veículos, pois há concessionárias que condicionam a liberação do crédito para a compra de carro à contração de despachante indicado pelo vendedor. “Na verdade, não é preciso despachante. É só pegar a nota fiscal da venda do carro, ir ao Departamento de Trânsito e registrar. São cobrados R$ 300, R$ 400 de serviço de despachante. Essa pratica é comum e abusiva”, reforçou.

Ele sugeriu a aprovação de um projeto de lei que obrigue os bancos a colocar em local de destaque nas agências o aviso de que a prática de venda casada é crime. “Passaria a ser uma ação institucional”, defendeu.

Esta semana, o Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional da República da 4ª Região, informou que pediu à Justiça o pagamento de indenização para clientes que tiveram de adquirir outro produto no momento de contratar financiamento na Caixa Econômica Federal. O MPF também quer que a Caixa dê publicidade por meio da imprensa da condenação que proibiu o banco de exercer a prática abusiva.

Em nota, o MPF informou ainda que o caso refere-se ao condicionamento da liberação de financiamentos, em especial habitacionais, à aquisição de outros produtos financeiros, sejam eles obrigatórios (seguros) ou não (abertura de conta, poupança, planos de capitalização etc.). O autor do parecer, o procurador regional da República Roberto Thomé, lembra que a venda casada é vedada pelo Artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor.

A Caixa informou à Agência Brasil que recorreu da decisão e que o processo está no Tribunal Regional Federal da 4ª Região aguardando julgamento dos recursos.

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Kitnet portátil

Texto Pauline Meiwald | Fotos Adriana Barbosa | Adaptação Ana Paula de Araujo

Apartamentos cada vez mais apertados, como é o caso das kitnets, exigem bom planejamento para que caiba tudo no imóvel. Uma proposta interessante é que o único cômodo que esse tipo de imóvel dispõe se transforme em um ambiente multiúso, que possa oferecer tudo o que seu morador precisa. No caso do projeto da designer de interiores Alinne Schwartz, essa composição de apenas 23 m² ainda teria que ser “portátil” – no caso de uma mudança, a proprietária poderá levar para a nova casa o máximo de elementos possível. Por isso, a designer evitou móveis embutidos e a troca de revestimentos. Da estrutura original, apenas as paredes ganharam cara nova: foram pintadas e receberam adesivos. A seguir, confira ideias para decorar o apartamento pequeno ou a kitnet:

Sala, dormitório e home office no mesmo ambiente: a versatilidade é obrigatória em uma kitnet. O principal segredo está no sofá-cama e na circulação ampliada, que permite que ele seja aberto. No piso, o tapete oferece um pouco mais de conforto ao pequeno local. Marcenaria branca e acrílico dão mais leveza ao miniapartamento.


As costas do guarda-roupa foram cobertas com tecido estampado, para esconder a marcenaria e decorar o espaço. A mesinha lateral, com rodinhas, facilita a movimentação do quarto, que vive em constante transformação. Aberto, o sofá-cama recebe complementos que seguem os padrões estéticos e cromáticos do ambiente

Pensando em economia, sustentabilidade e beleza, Alinne Schwartz usou pallets de carregamento para criar um painel multiúso. “Além de decorar, pode ser utilizado para apoiar a TV, como porta-revistas e, caso a proprietária deseje, pode incluir, no futuro, algumas prateleiras”, explica Alinne. A ideia foi transformar ambientes em quase independentes. Para isso, ela escolheu um guarda-roupa claro, que serviu como divisória entre a cozinha e a sala-quarto. O posicionamento do móvel ainda permitiu a criação de um minicloset.


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Banheiros realmente pequenos


Por Ana Paula de Araujo | Fotos Divulgação

Com a redução drástica do tamanho dos imóveis, ter um banheiro pequeno é a realidade de muitas pessoas. No entanto, os donos desses ambientes podem lançar mão de truques que aumentam a sensação de amplitude e ainda ajudam a organizar tudo, deixando cada coisa em seu lugar. Para orientá-los, chamamos um trio de arquitetas, que mostram que basta criatividade na hora de decorar banheiros pequenos.

Cores Claras
A regra número 1 para banheiros pequenos é: use tons claros. “As cores transmitem sensações, sentimentos, por isso as cores claras dão sensação de leveza, de amplitude, de frescor”, justificam as arquitetas Claudia Pimenta e Patricia Franco, da Arquitetura e Interior. Mas isso não quer dizer que é preciso abrir mão de toques coloridos. É possível usar cores em detalhes feitos com pastilhas de vidro, e até a cuba pode ganhar cores.
Quebrar o branco com cores alegres foi a alternativa das arquitetas para esse banheiro de 3,4 m².
Projeto: Claudia Pimenta e Patricia Franco

Espelhos
O segundo investimento para esses ambientes são os espelhos. Muitos deles. “Os espelhos são grandes aliados, porque têm um efeito de continuidade”, dizem as arquitetas. Eles podem ser instalados acima do armário, nas paredes do banheiro e até no revestimento dos móveis.

Iluminação
Para aumentar a sensação de amplitude, aposte em luzes diretas e indiretas. Para a iluminação geral, Claudia e Patricia costumam usar luz indireta com lâmpadas fluorescentes, pontuando locais de destaque com lâmpadas dicroicas.

Linhas
Na hora do acabamento, lembre-se das linhas: “Trabalhar com linhas faz o ambiente parecer maior, sendo que faixas horizontais aumentam a largura, e verticais aumentam o pé-direito”, garante a arquiteta Adriana Bussab Kechfi.

Espelhos e linhas horizontais ampliam o banheiro de 3,4 m².
Projeto: Claudia Pimenta e Patricia Franco.

Boa circulação
Para facilitar a movimentação no ambiente, sempre que possível, alinhe a cuba e o vaso sanitário em apenas um lado do banheiro, para formar um corredor para passagem. Essa medida, no entanto, pede cuidado, pois nem sempre é viável trocar a bacia de lado. "Não devemos nunca trocar a estética pela funcionalidade", diz a dupla de arquitetas. "Mexer com a posição da bacia sanitária às vezes causa muito transtorno". Bacias sanitárias sem caixa acoplada também ajudam, assim como bancadas mais estreitas, mas elas pedem cubas de semiencaixe.

Marcenaria
Seguindo o exemplo da pintura, a marcenaria também deve ter cores claras e, quando estamos falando de banheiros pequenos, menos é mais. “Quanto mais simples, melhor. Portas basculantes ou gavetões não são práticos quando o espaço é reduzido. O melhor é partir para um gabinete simples abaixo da bancada com portas de abrir e talvez nichos para toalhas, decoração etc.”, aconselha Adriana. Miniarmários grudados na parede também são boas opções: “O ideal é que não tenham cara de armário. Vale usar espelhos como portas de correr com iluminação integrada a essa marcenaria. Fica leve e bonito”, ensinam as arquitetas da Arquitetura e Interior.
A iluminação direta dá destaque ao espelho e à marcenaria, planejada especialmente para o banheiro de 3,2 m². O toque final fica por conta do retrato do bebê.
Projeto: Claudia Pimenta e Patricia Franco

Boxe
Para não passar aperto na hora do banho, Claudia e Patricia indicam a medida mínima desse espaço: 80 x 80 cm. Para Adriana, a escolha da porta depende do tamanho do boxe: “Se ele for mais largo, recomendo portas de correr, se for mais profundo, de abrir.”

Para organizar os itens
Acomodar cosméticos e outros produtos exigirá aproveitamento máximo dos espaços. Lance mão de prateleiras acima do vaso sanitário, nichos na própria parede (que ocupam a espessura da parede, sem acrescentar volume ao ambiente), cestos e ganchos.


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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Varanda pequena

Texto Léo Marques | Fotos Adriana Barbosa, Ricardo Novelli e Divulgação | Adaptação Ana Paula de Araujo

O espaço reduzido não é obstáculo para deixar de aproveitar a varanda  do apartamento. Este pequeno apartamento, com sala e cozinha  integradas, ganhou o reforço da varanda. As paredes que a separavam foram retiradas para torná-la parte do living. “Queríamos algo contemporâneo e natural, um lugar tranquilo no espaço diminuto do imóvel, onde fosse possível relaxar e ler um livro”, conta Walkiria Rosa, uma das arquitetas responsáveis pelo projeto. A seguir, conheça mais detalhes deste projeto e inspire-se!

O deque do piso é modular e de fácil remoção – pode ser retirado e colocado novamente em pouco mais de uma hora. Para as paredes, a madeira de deque assume a função de lambri e cobre a mureta da antiga sacada, que foi fechada com vidro, devido às condições climáticas de Curitiba. “O deque (guaraúna) é a grande sacada da proposta, pois, embora escuro, em contraste com as cortinas de linhão, as persianas duette e a luminosidade das janelas, cria uma espécie de jardim de inverno que ilude visualmente quanto ao real  espaço utilizado”, diz a arquiteta.

Projeto e execução: Walkiria Rosa.


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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pensando em transferir o financiamento imobiliário? Descubra se vale a pena

20 de junho de 2012 • 08h00
Por: Welington Vital de Oliveira

São Paulo – Com a recente redução dos juros e aumento dos prazos do  financiamento imobiliário divulgados pelos bancos, muitos mutuários pensam na possibilidade migrar sua dívida para outras instituições. Mas será que vale a pena?

Segundo o assessor jurídico da AMSPA (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências), João Bosco Brito da Luz, a mudança de banco durante o financiamento não é aconselhável devido a pouca diferença entre as taxas de juros.

“Não vemos muita vantagem porque o percentual dos juros reduzidos é muito pequeno. Em algumas situações vale a pena tentar um acordo com a financeira atual ao invés de trocar de banco. Além disso, o mutuário corre o risco, depois de tanto trabalho com a documentação, de ter a transferência negada pela instituição financeira, principalmente por seu histórico mostrar perigo de inadimplência”, explica o assessor.

Fique atento
Segundo Brito, o mutuário deve ficar atento as taxas ocultas, muitas vezes abusivas, que são embutidas no contrato de transferência.

“Embora o Banco Central autorize essas tarifas (administração e abertura de crédito, entre outras), o que acontece é o abuso da cobrança em cima do seu percentual. Portanto, antes de optar pela portabilidade é preciso analisar todos os custos. Uma dica é pedir para a financeira o CET (Custo Efetivo Total) que vai mostrar todos os encargos e despesas do empréstimo” ressalta Brito.

De acordo com o presidente da AMSPA, Marco Aurélio Luiz, nesta etapa de transferência de banco há gastos com o cartório que pode chegar a 3% sobre valor do imóvel.

“Será necessário a emissão de certidões, nova averbação do contrato de financiamento para a substituição do credor hipotecário, taxas e emolumentos para o novo registro, além das despesas de tarifas para vistoria do imóvel”, afirma Marco.

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10 vantagens de construir como os americanos

Conheça a versatilidade do sistema construtivo que ganha cada vez mais adeptos no mercado brasileiro.

10/05/2012 por Imovelweb


por Fabiana Franzolin

O jeito americano de viver vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil. Redes de fast-food e gigantescos supermercados já fazem parte da rotina dos brasileiros há muitos anos. Mas agora é o jeito de construir que está conquistando o mercado nacional. Você já ouviu falar no sistema drywall?

Drywall é um sistema construtivo industrializado que substitui a alvenaria convencional na execução de paredes, forros e revestimentos de qualquer tipo de edifício. É utilizado exclusivamente na parte interna da edificação. Tem como componentes principais: perfis estruturais de aço galvanizado, utilizados na montagem do "esqueleto", que é muito robusto e garante sua rigidez e estabilidade; e as chapas de gesso para drywall, que são parafusadas nessa estrutura. 

Essa técnica possui muitas vantagens que o engenheiro Luiz Antonio Martins Filho, gerente executivo da Associação Brasileira do Drywall, enumera: 

1 - Em termos de desempenho, a principal vantagem é que o sistema pode ser configurado de acordo com as necessidades e exigências de cada ambiente. Assim, há paredes com estruturas mais delgadas ou mais largas, com uma, duas e até mais chapas de cada lado, podendo receber ou não lã mineral (de rocha ou de vidro) em seu interior, de acordo com os requisitos de comportamento acústico ou isolamento térmico. 

2- Podem ser previstas soluções com curvas, recortes e outros detalhes visuais. Isso lhe confere grande versatilidade, proporcionando ampla liberdade de criação a arquitetos, engenheiros e demais profissionais de projeto. 

3- Leveza: uma parede drywall pesa 15% de uma equivalente em alvenaria. 

4- Ganho de espaço interno: as paredes são mais delgadas, podendo ser executadas a partir de 73 mm de espessura.

5- Execução rápida e limpa: a quantidade de resíduos é mínima e estes são 100% recicláveis. 

6- Alta qualidade de acabamento, facilidade de reparos e fixação de objetos.

7- Resistência mecânica equivalente à dos sistemas tradicionais e melhor desempenho térmico e acústico.

8- No Brasil, o drywall é o único sistema construtivo para vedações internas (paredes, forros e revestimentos) totalmente embasado em normas técnicas, o que o diferencia das demais tecnologias empregadas com a mesma finalidade.

9- Valor de mercado de imóveis residências feitos com sistema drywall é o mesmo do convencional.

10- Algumas construtoras e corretores de imóveis já sinalizam que apartamentos com drywall começam a ganhar valor de revenda em razão da facilidade que proporciona para reformas. Isso porque as paredes não são estruturais e, por sua leveza, podem ser colocadas praticamente em qualquer posição dentro do imóvel, possibilitando grandes mudanças de layout.

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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Móveis planejados

Texto Pauline Meiwald | Fotos Renato Negrão e Pedro Abude | Adaptação Ana Paula de Araujo

Planejamento é fundamental para aproveitar  cada cantinho de seu imóvel. Com boas sacadas, arquitetos e designers conseguiram explorar ao máximo o espaço de cada ambiente. O segredo está na marcenaria: móveis planejados garantem a organização e ainda acrescentam informações de design para o ambiente. Abaixo, confira as ideias de alguns profissionais.


Organizando CDs e DVDs em prateleiras convencionais, nem sempre aproveita-se toda a profundidade do móvel. Na solução proposta por Luciana Corrêa e Elaine Delegredo, um gavetão vertical organiza os itens para que a visualização seja integral quando ele for aberto.

A arquiteta Carla Mumme se inspirou nos móveis já existentes no quarto para projetar o home office e um armário para hóspedes. De acordo com a profissional, o maior desafio foi criar a área para embutir o escritório, principalmente a cadeira. Foi necessário utilizar uma ferragem que permitisse à base inferior do armário ficar livre para a movimentação da cadeira. O material escolhido foi MDF já laminado de marfim e, em alguns detalhes, laminado tipo fórmica preta.

A arquiteta Ana Carolina Guedes fez closet e escritório integrados no quarto, transformando duas suítes no novo ambiente. Para o fechamento de uma das portas inutilizadas, um grande armário – de um lado sapateira, do outro, prateleiras. No closet, divisórias para roupas íntimas e acessórios, perfumeiro, nichos para bolsas e um cabideiro curvo no canto. Os armários seguem o mesmo padrão: portas em MDF com frizos em laca branca e vidro leitoso com perfil de alumínio. Os puxadores são em latão cromado. O escritório, mais usado pela esposa, conta com bancada, nichos, prateleiras e compartimentos que  guardam livros e materiais de papelaria.


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Novas regras para financiamento da CEF passaram a valer desde segunda

11 de junho de 2012 • 10h19
Por: Fabiana Pimentel

SÃO PAULO - A partir de 11/06/2012, passaram a valer as novas regras da CEF (Caixa Econômica Federal) para os financiamentos da casa própria.

Entre as mudanças, está a redução dos juros e a ampliação de 30 para 35 anos o prazo do financiamento habitacional com recursos da poupança (SBPE) e alienação fiduciária.

Novas regras
Com novas taxas de juros, os imóveis financiados pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) terão taxas variando de 8,85% ao ano (para todos os clientes) a 7,8% ao ano (dependendo do grau de relacionamento com o banco).

Fora do Sistema, as taxas foram reduzidas para 9,9% ao ano para todos os clientes, podendo chegar a 8,9% ao ano no caso de relacionamento com a Caixa.

Dessa forma, considerando os novos juros e o prazo de 420 meses, uma pessoa com renda familiar de R$ 10 mil, poderá financiar até R$ 280 mil, valor que pode passar para até R$ 303 mil, se o tomador de crédito for cliente da CEF, por meio da conta salário. Nas regras anteriores, independentemente do relacionamento com o banco, o mutuário financiava até R$ 267 mil.

Além disso, com as novas taxas, o cliente ainda pode optar por comprar o mesmo imóvel reduzindo seu encargo mensal. Para um financiamento no valor de R$ 267 mil, por exemplo, a prestação cai de R$ 3 mil para R$ 2.604, uma redução de 13%.

Fonte: InfoMoney

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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Cozinha Moderna

Texto Caroline Santos | Foto Rodrigo Estrella | Adaptação Ana Paula de Araujo

A pequena cozinha  de 3,4 m², que pertence a um jovem rapaz do sul do país que veio para São Paulo, ganhou decoração  moderna, planejada pela arquiteta Lucia Helena. Nela é possível encontrar cores e texturas diferenciadas. A seguir, confira mais detalhes do projeto e inspire-se!

























O balcão desenhado pela arquiteta foi executado em granito preto São Gabriel, o mesmo material da bancada interna. A área frontal do balcão foi revestida de placas de mármore preto importado, na medida de 30 x 30 cm, que agrupam peças de 5 x 5 cm com alturas diferentes, transmitindo um efeito exclusivo com a incisão de luz. Os bancos vermelhos de fibra de aço conferem modernidade. Os armários são de MDF branco com puxadores no modelo cava em alumínio escovado, o que facilita a circulação. Cooktop e forno elétrico completam a área da bancada.

Projeto: Lucia Helena; revestimento do balcão: Villerose; pedras: Marmoraria Polimarmore.


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Queda nos juros do financiamento pode atrasar a entrega dos imóveis

01 de junho de 2012 • 17h07
Por: Wel Oliveiraington Vital de

SÃO PAULO - Com a redução da taxa básica de juros para 8,5%, anunciada pelo Copom, na última quarta-feira (8), muitos bancos públicos e privados divulgaram as reduções nas suas taxas de financiamento, principalmente a do financiamento imobiliário, que já estarão menores na próxima semana.

A expectativa agora é que o setor imobiliário volte a ficar aquecido, já que no início do ano os juros do empréstimo estavam elevados e os consumidores não se mostravam propensos a comprar imóveis, no entanto, esse aquecimento pode trazer riscos para o consumidor.

Na opinião do especialista em direito imobiliário, Marcelo Tapai, o risco de o País sofrer com os atrasos novamente é muito alto. Isso porque o déficit habitacional no Brasil ainda é levado e muitas pessoas esperam os juros baixar para comprar o imóvel, o que provoca a corrida de lançamentos pelas construtoras, que muitas vezes não tem estruturas e nem caixa para erguer tais empreendimentos.

“As construtoras têm um limite de obras que podem financiar com os bancos e, quando lançam mais empreendimentos do que conseguem financiar, inevitavelmente atrasam as obras”, explica o especialista.

Histórico
A partir de 2008, o mercado de compra e venda de imóveis deu um salto no Brasil e a construtoras lançaram centenas de empreendimentos, que vendiam em um único fim de semana, no entanto, o resultado não foi o esperado. A maioria dos empreendimentos teve a entrega atrasada e, atualmente, a Justiça está repleta de ações de proprietários insatisfeitos.

Fonte: InfoMoney

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